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Para salvar Lula, o petismo usa o mesmo argumento que não salvou Dirceu (“não há provas”)

Hoje, há o consenso de que a prisão de José Dirceu foi para lá de justa

Aos poucos o petismo vai ficando enfadonho pois cada vez mais repetitivo. Quando o Ministério Público Federal deixou bem claro que Lula era o “comandante máximo” do esquema que praticamente faliu a Petrobras, os petistas logo correram para as redes sociais alegando ausência de provas. Detalhe: a coletiva de Deltan Dallagnol ainda nem havia chegado à metade.

Quem acompanhou o noticiário de novembro de 2013 pode ter vivido um déjà vu. Naquele mês, o STF mandou José Dirceu e José Genoino para a cadeia pelos crimes cometidos no Mensalão. Para tanto, Joaquim Barbosa precisou se valer do domínio de fato, teoria que já havia condenado vários corruptos na América Latina e finalmente foi posta em prática no Brasil. Por ela, prova-se a culpa responsabilizando o topo da hierarquia, uma vez que só eles seriam capazes de coordenar a quadrilha, e justo eles seriam os principais beneficiados.

O que gritaram os petistas? Que Dirceu e Genoino foram condenados sem provas.

Gritaram em vão, pois Dirceu já chegou a ser preso novamente. E hoje ninguém dúvida dos crimes cometidos.

Se Lula for depender desse argumento, cumprirá uma pena bem longa. E será bem justo.

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