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Para se safar da Lava Jato por envolvimento no Petrolão, Lula renega os amigos

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ex-presidente tenta emplacar na imprensa que na verdade teria sido usado por empresário citado em delação premiada.

Em grampo capturado pela PF, Lula se despede de Alexandrino de Alencar chamando-o de “meu irmão”. Quanto a José Carlos Bumlai, a testemunha é o próprio Google, que traz links aos milhares descrevendo-o como “amigo e conselheiro” do ex-presidente muito antes do complicado 2015 se iniciar.

O primeiro, esteve preso por quatro meses por graça e obra de Sérgio Moro. O segundo tem tudo para também ver o sol nascer quadrado por determinado período. O que faz Lula?

Ao Ministério Público, o ex-presidente negou proximidade com Alexandrino Alencar, executivo da Odebrecht, mesmo havendo cópias de email sob os cuidados da PF com o próprio Marcelo Odebrecht anunciando que seu comparsa “colaria” em Lula durante toda uma viagem para Angola.

Quanto a Bumlai, conta Vera Magalhães, Lula “relativiza” qualquer relação que tivesse tido com ele.  E tenta emplacar na imprensa – sempre vazando por “aliados” – que o empresário citado em delação premiada por Fernando Baiano na verdade se aproveitava da fama do presidente. Mas vera não perdoou e completou a nota:

Quem ouviu o papo recente de Lula, no entanto, sabe em detalhes como eram as pescarias de ambos, as vezes em que Bumlai viajou a Brasília só para almoçar com dona Marisa Leticia no Alvorada, as visitas da família ao apartamento do empresário no Rio e, sobretudo, a relação comercial que ele manteve com os filhos de Lula, cedendo salas em seu escritório para Luís Claudio.

Num passado recente, houve quem se sacrificou para salvar Lula, com direito a braço erguido no momento da prisão e anos de cadeia que alguns até hoje cumprem. Trouxas. Lula não se sacrifica por ninguém.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

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