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Parlamentares petistas “repudiam” Jobim, não o Mensalão

Deu no Estadão, voltamos em seguida:

Petistas divulgam nota oficial de repúdio a Jobim – A senadora Ângela Portela (PT-RR) e a deputada federal Janete Rocha Pietá (PT-SP) – mulher do secretário-geral do PT, Elói Pietá – divulgaram hoje uma nota oficial em que repudiam as declarações do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim sobre as ministras de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Em entrevista à revista Piauí, Jobim afirmou que Ideli “é fraquinha” e criticou Gleisi, dizendo que ela “não conhece Brasília”. As petistas afirmam que o ex-ministro atacou Gleisi e Ideli “de forma machista e preconceituosa”. Elas consideram um agravante o momento dos ataques, coincidindo com o aniversário de cinco anos da Lei Maria da Penha. “Classificar as ministras como incompetentes e incapazes pode ser caracterizado como violência psicológica e moral“, advertem as petistas, caso Jobim fosse enquadrado na lei. Elas concluem exigindo respeito às mulheres. Ângela assina o documento como presidente da subcomissão em Defesa da Mulher do Senado e Janete como coordenadora da bancada feminina no Congresso. (grifos nossos)

Comentário:
Uma piada, para dizer o mínimo. Ninguém está acima da crítica por exercer cargo público, independentemente do sexo. As parlamentares petistas, porém, vêem sexismo se uma opinião contrária é dirigida a ministras.

Ridículo, até porque sexista é a atitude delas. Quando determinam que as mulheres da política não podem ser criticadas, na prática defendem que não são capazes de receber tais opiniões, como se fossem “frágeis” – chegaram ao descalabro intelectual de citar a Lei Maria da Penha.

Não houve “nota oficial de repúdio” contra Delúbio; em vez disso, voltou ao partido sob aplausos. Dirceu nem chegou a sair, Erenice também não recebeu reprimenda dos colegas; mensaleiros e alobrados, idem ibidem.

O ex-ministro Jobim, demitido porque declarou ter votado em adversário de Dilma, mereceu uma punição inédita (embora inócua) das parlamentares petistas, algo como nunca antes na história desse partido. Mais uma vez, as feministas de verdade são prejudicadas pelo oportunismo partidário de quem alega defender uma causa, mas briga apenas em favor da legenda.

No fim das contas, a grande ironia é o fato de Ideli Salvati ser mesmo fraquinha.

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