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Petrobras perde 54% de seu caixa em um ano; Eletrobras, graças a Dilma, segue no sufoco

Havia 26 bilhões de dólares ao final de 2012. Hoje esse montante não passa de 12 bilhões.

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Em sua coluna para o Monitor Digital, Sergio Barreto Motta minimizou a previsão feita pela consultora americana Macroaxis, que dizia ter a Petrobras 32% de chances de ir à falência. Reduziu o número a uma expressão: “irrelevante”. Mas não disfarçou qualquer preocupação com os rumos da estatal, uma vez que estaria ela com o caixa abaixo da metade do que fechou o ano de 2012. A perda chega a 54%, ou 14 bilhões de dólares:

Mas, por mais contraditório que possa ser, as estatais estão sofrendo na era Dilma. Deixando-se de lado a irrelevante previsão da consultora americana Macroaxis, de que a Petrobras tem 32% de chances de ir à falência, os números da estatal número 1 do país são preocupantes. Informa-se que a Petrobras tem em caixa apenas US$ 12 bilhões, contra US$ 26 bilhões no fim de 2012. 

(grifos nossos)

E as expectativas para 2014 não são boas. A depender do humor do dólar, a Petrobras pode precisar de 40 bilhões de dólares para sair do sufoco:

Para 2014, prevê o Credit Suisse que a estatal terá de tomar US$ 25 bilhões no mercado – e, como os bancos sabem dessa carência, os juros sobem. Se o dólar subir a R$ 2,70, as necessidades chegarão a US$ 40 bilhões. A estatal está vendendo ativos no exterior e, no Brasil, negocia participação de investidores estrangeiros em refinarias – um dos interessados é a mexicana Pemex. O endividamento da Petrobras, em apenas um trimestre, subiu de R$ 196 bilhões para R$ 236 bilhões.

(grifos nossos)

A outra gigante energética também é fruto da preocupação do colunista. A dívida da Eletrobras é menor, mas já atinge os 60 bilhões de reais e se aproxima do bilhão só em 2013:

Também sofre a Eletrobras. Sabe-se que a dívida bruta da gigante da energia já chega a R$ 60 bilhões e, em apenas dez meses deste ano, o prejuízo é de R$ 800 milhões. Anuncia-se que a federalização da CEA, do Amapá, e da CERR, de Roraima, iriam adicionar R$ 2 bilhões à dívida da Eletrobras. Nos bastidores, não se cogita de solução definitiva para as agruras da estatal de energia, mas apenas um paliativo: crédito de R$ 2,6 bilhões da Caixa. Um remendo, sem resolver os problemas estruturais que trouxeram tantas agruras à holding de energia.

(grifos nossos)

A culpada – Sérgio Motta não se poda em afirmar – seria a abrupta reformulação do setor elétrico proporcionada por Dilma. Mas isso ela não deve levar ao ar em cadeia nacional de rádio e televisão como fez ano passado ao anunciar a redução nas tarifas.

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