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PIB se aproxima do chão, inflação já passou do teto

Nova projeção aponta PIB de 2014 por volta de 0,3%, contra uma inflação acumulada nos últimos dois meses de 6,62%

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A cada nova projeção feita para o crescimento do PIB brasileiro em 2014, o número se aproxima um pouco mais do zero. Segundo o último boletim Focus divulgado pelo Banco Central, agora a expectativa é de que a economia do país cresça apenas 0,3%. A estimativa também caiu para 2015 – de 1,04% para 1,01%.

Foi a 17ª queda consecutiva da projeção para o crescimento do país. Entre os indicadores acompanhados pela pesquisa do BC, o destaque é a produção industrial, que deve encerrar o ano com perdas de 1,94%, número levemente melhor que os 1,98% apontados na semana anterior, mas ainda no terreno negativo.

Enquanto isso, apesar dos esforços do Banco Central de elevar a taxa básica de juros a fim de conter o avanço dos preços, a inflação segue ascendendo. De acordo com números divulgados pelo IBGE, com a alta de 0,39% em setembro, o IPCA acumulado nos últimos 12 meses já ultrapassou o teto de 6,5% estabelecido pelo governo, atingindo os 6,62%. Contando somente os meses de 2014, ele já está em 4,72%.

Segundo o instituto, os preços dos alimentos voltaram a subir e foram para 0,28%, depois de recuarem 0,32% em agosto, puxados, principalmente, pelas carnes, que ficaram 2,30% mais caras de um mês para o outro, pela refeição fora de casa, que teve aumento de 0,90%, e pelo leite longa vida, com 1,47%.

No entanto, nada impediu a presidente de defender – com direito a olhares enviesados – sua política econômica em entrevista recente ao Bom Dia Brasil. Mais uma vez, culpou um contexto mundial de crise insistentemente negado pelos entrevistadores. No momento mais quente, chegou a bater boca com a jornalista Miriam Leitão sobre alguns dados apresentados. Ao final do segundo bloco, se fez necessário um adendo da parte dos apresentadores do programa esclarecendo os números jogados no confronto. Apesar de Miriam Leitão não estar errada sobre o PIB da Alemanha para 2014, a taxa passada por Dilma foi seu único acerto, já que se referia ao crescimento atual, e não o previsto para todo o ano. De resto, fez uso de dados imprecisos para validar seus argumentos. Para sorte do telespectador e azar da candidata, os profissionais à sua frente estavam bem preparados para o embate.

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