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Pizza chegando: maioria do TSE considera “estabilidade do país” ao julgar chapa Dilma/Temer

Um eufemismo nada discreto para “não vamos cassar”.

Foto: 3 Brothers Pizza

Uma coisa é apoiar o “Fora, Temer!” baseado em nada, no vento, no mais puro interesse partidário de quem, ora pois, elegeu-se com ele na chapa. Outra, bem diferente, é a ação que tramita no TSE que julgará as contas eleitorais de Dilma Rousseff e, pois, também de Michel Temer.

Vale lembrar que a ação foi proposta pelo próprio PSDB, ou seja, não faz sentido algum que os próprios tucanos, a esta altura, não endossem ou passem a “desapoiar” um processo por eles iniciado. Mas sigamos.

É MAIS DO QUE ÓBVIO que todo magistrado precisa levar em conta a estabilidade das coisas, sobretudo a do país. Mas uma ação de cassação de chapa é algo previsto pela legislação, assim como um impeachment, e seria incoerente apoiar um e ao mesmo tempo considerar apenas o outro uma ameaça às instituições e afins.

Nada disso.

Sim, a gestão de Michel Temer vem obtendo avanços na economia, embora também colecione alguns episódios pouco louváveis, valendo destacar a manutenção de Eliseu Padilha. Mas até que ponto é justo simplesmente adotar o “será pior dessa forma” basicamente desconsiderando a função real do TSE, bem como a validade de uma ação de cassação.

Fora o precedente: todos os novos eleitos adotarão a mesma tese, segundo a qual haveria “instabilidade” na hipótese de serem cassados. Enfim, trata-se de um eufemismo que muito provavelmente anuncia uma pizza.

Chega a doer a obviedade, mas o humilde conselho deste site é para que o TSE julgue com base na lei, apenas nela.

No mais, um processo desse tipo muito mais fortalece do que atinge as instituições.

Fonte: Estadao

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