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Por que, para a imprensa, só existe “extrema direita“, mas nunca “extrema esquerda“?

Um homem sofreu uma tentativa de linchamento num protesto do PT e nada de o termo ser utilizado

Revoltado com o bloqueio da avenida Paulista, um homem gritou na frente dos manifestantes que protestavam contra o impeachment de Dilma Rousseff: “Viva a PM!” No instante seguinte, em torno de vinte pessoas tentavam linchá-lo. No dia seguinte, São Paulo amanheceria com suas principais vias interditadas por pneus em chamas. No centro do protesto, o MSTS, uma organização de esquerda cujos líderes já foram detidos por envolvimento com o PCC e o tráfico de drogas na Cracolândia.

Nada disso estimulou a imprensa a chamar esses militantes de “extrema esquerda”. Mas basta qualquer crítica mais dura ao esquerdismo para a “extrema direita” ser evocada no noticiário, nas análises políticas, no temor dos apresentadores que cobrem ao vivo os casos mais bombásticos.

A resposta à pergunta do título parece clara, mas é sempre bom repetir: porque a imprensa é esquerdista. E nem acha de fato ruim quando a extrema esquerda apronta das suas.

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