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Por uma razão simples, método alemão para erradicar “cracolândia” não se aplica ao Brasil

E não tem a ver com “questões sociais”.

Kit de "salas supervisionadas".

Há uma notícia sendo divulgada sobre como a Alemanha erradicou sua grande “cracolândia”, que existiu entre as décadas de 1980 e 1990, com cerca de mil e quinhentas pessoas. Trata-se da região próxima à estação ferroviária de Frankfurt,  que na época era então o maior ponto de uso de drogas a céu aberto do país.

Mas o que fizeram para acabar com isso simplesmente não se aplica às nossas cracolândias. Ou a quaisquer outras.

Sim, você notou as aspas, usadas num caso e não no outro. Por quê? Porque os viciados da Alemanha não usavam crack, mas heroína. E isso importa, já que é tudo vício narcótico? Não apenas importa como é ponto fundamental. Seguem trechos da reportagem da Deutsche Welle, divulgada pelo G1:

“Entre as estratégias adotadas em Frankfurt estavam o oferecimento amplo de terapias de substituição e a criação de salas supervisionadas para o consumo de drogas. As terapias de substituição para usuários de heroína começaram a ser aplicadas na Alemanha no final dos anos 1980. Nela, a heroína é substituída por opioides, como a metadona, com quantidade estipulada e o uso monitorado por um médico. A abstinência não é necessariamente uma das metas visadas nesse tipo de tratamento, mas sim o controle do vício (…) Apesar do sucesso, esse tratamento só é possível para dependentes de opiáceos, como a heroína. Ainda não há terapias semelhantes para outras drogas, como o crack. Primeiros experimentos para a substituição da cocaína estão sendo feitos na Holanda, mas Verthein destaca que essa pesquisa ainda está bem no início. Atualmente, a terapia de substituição faz parte da política federal de drogas na Alemanha. O país oferece esse tratamento para cerca de 77 mil dependentes químicos” (grifamos)

Pois é. NÃO EXISTE TERAPIA DE SUBSTITUIÇÃO PARA O CRACK. Repetindo: NÃO EXISTE TERAPIA DE SUBSTITUIÇÃO PARA O CRACK. Mais uma vez: NÃO EXISTE TERAPIA DE SUBSTITUIÇÃO PARA O CRACK.

A principal base da erradicação da “cracolândia” da Alemanha, portanto, não se aplica ao Brasil ou a qualquer outro lugar onde o crack seja epidêmico. E todo o mais resta inócuo, a não ser que, SEM uma terapia substitutiva ao crack, ainda por cima resolvam criar “salas supervisionadas”. Se bem que, na prática, é isso que a esquerda defende ao lutar pela existência da Cracolândia.

Em tempo: esta reportagem (em inglês) mostra que agora Frankfurt vive às voltas com a devastação provocada justamente pela epidemia do crack e, segundo o texto, há certa “nostalgia” de quando era apenas heroína.

E NEW YORK?

Pois é, a cidade norte-americana conseguiu dar um jeito em suas cracolândias. Como? Passou a punir com prisão a posse de mesmo 5 gramas de crack. Sim, foi o que houve. Mas esse tipo de ação, com o resultado positivo, não é algo sobre o que os esquerdistas gostam de falar.

Preferem uma solução objetivamente inócua ao vício em tal droga.

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