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Professora aposentada é sócia de projeto bilionário do filho de Skaf

Ela e o marido seriam sócios da SD Consultoria, que mesmo tendo apenans R$ 6 mil de capital, teria injetado R$ 134 mil na Skaf Infra Participações, no projeto de um aeroporto na Grande São Paulo, cujo custo seria de R$ 1 bilhão e foi aprovado em tempo recorde pelo governo federal.

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Deu no Diário do Grande ABC, trechos a seguir:

“Professora é sócia de filho de Paulo Skaf – Professora aposentada da rede pública integra grupo seleto de projeto bilionário encabeçado por André Skaf, filho do candidato ao governo do Estado pelo PMDB, Paulo Skaf. Coordenadora de creche particular em Santos, a educadora Danira Pereira é sócia da SD Consultoria e Projetos, empresa que participa de conjunto de companhias que ganhou concessão do empreendimento, sob responsabilidade da Harpia Logística. Com previsão de investimento de R$ 1 bilhão em dez anos, a proposta engloba a construção do aeroporto de Parelheiros, na Zona Sul da Capital. A equipe do Diário esteve sexta-feira na sede da SD, no bairro Gonzaga, em Santos, local onde reside Danira e seu marido, Silvio Pereira, dono igualitário na companhia, que tem capital de giro no valor de R$ 6.000 (R$ 3.000 de cada). A SD injetou R$ 134 mil na Skaf Infra Participações (confira arte ao lado), de André, incluindo representatividade no negócio, denominado de Aeródromo Privado Rodoanel (…) Se por um lado há casal simples, o projeto de André Skaf tramita em conjunto com Fernando Botelho, herdeiro da Camargo Corrêa, uma das maiores empreiteiras do País e grande doadora de campanhas eleitorais. Postulante a cargo de chefe do Palácio dos Bandeirantes, Paulo Skaf defendeu no dia 12 a proposta do filho e implantação do terceiro aeroporto na Capital. Na ocasião, o peemedebista afirmou que a região precisa de investimento para gerar emprego e renda. O aeroporto ocuparia área de 4 milhões de metros quadrados ao lado da Represa do Guarapiranga. O local tende a receber serviços de táxi aéreo e helicópteros particulares. A pista teria 1.830 metros, 230 a mais que a do Campo de Marte, na Zona Norte, também destinado à aviação privada. A projeção é ter fluxo de ao menos 1.000 pessoas por dia. Aposentado, Silvio Pereira é engenheiro civil e ex-funcionário da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), entidade presidida por Skaf por dez anos. Segundo ele, seus sócios “já investiram bastante” no empreendimento e a SD entrará com “capital intelectual”. “Quanto vale a ideia de fazer negócio deste tamanho e ter noção de aeroporto? Esse ‘recurso’ é fruto de anos de experiência e estudo. No grupo é necessário pessoas especializadas.” André Skaf não foi localizado para comentar o assunto (…)  Proposta foi aprovada em tempo recorde em Brasília – O projeto do aeroporto em Parelheiros teve aval recorde na Sac (Secretaria de Aviação Civil), órgão ligado ao governo federal. A liberação final da proposta se deu em agosto de 2013, depois de apenas cinco meses do protocolo em Brasília, firmado pela empresa Harpia Logística, que lidera o grupo no empreendimento aeroviário. A Pasta é chefiada pelo ex-deputado Wellington Moreira Franco, inserido dentro na cota do PMDB, partido de Paulo Skaf, pai de um dos maiores interessados no negócio. Moreira Franco assumiu o cargo comissionado no dia 20 de março do ano passado. Um dia após a posse do peemedebista na secretaria, a Harpia Logística entrou com o pedido de solicitação para erguer o aeroporto. À época, a empresa tinha somente sete meses de fundação – iniciou suas atividades no dia 13 de agosto de 2012. A outorga, portanto, foi cedida à companhia, na oportunidade com um ano de abertura das portas, mesmo sem haver histórico de atuação no setor. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) concedeu à empresa licença de uso do espaço aéreo. O aeroporto, por sua vez, continua vetado pela prefeitura de São Paulo, sob a alegação de estar localizado em área de preservação ambiental. “Não conseguimos mexer em nada”, atestou Silvio Pereira, sócio no projeto. “Ideia é fazer parque ao lado do aeródromo, como compensação. Terá zero de impacto”, concluiu. A Justiça de São Paulo negou o pedido da Harpia para obter a certificação de uso e ocupação do solo. Sem a licença, recusada pelo Paço paulistano, a empresa não pode começar o projeto.” (grifos nossos)

Que coisa, hein?

Ainda sobre Skaf, sugerimos a leitura disso e disso.

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