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Projeção de analistas para o PIB de 2014 fica ainda menor

De acordo com pesquisa Focus, do Banco Central, a previsão de crescimento da economia brasileira em 2014 caiu de 1,90% para 1,79%.

Durante o governo Dilma, o PIB brasileiro teve uma média de crescimento anual de 2%, número considerado muito baixo para os padrões internacionais. Para piorar a situação da presidente, de acordo com pesquisa Focus, do Banco Central, a previsão de crescimento da economia brasileira em 2014 caiu de 1,90% para 1,79%. Na estimativa para 2015, a queda foi de 2,20% para 2,10%.

No final de 2013 o Brasil já demonstrava enorme fragilidade em sua economia. Segundo a Organização Internacional para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o país apresentou o pior PIB do terceiro semestre entre os países do G-20, registrando queda de 0,5% em relação ao trimestre anterior.

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Vale ressaltar que dois países do BRIC, China e Índia, ocuparam as primeiras colocações na classificação, com avanços de 2,2% e 1,9% respectivamente. A Rússia ainda não havia divulgado seus dados à época do ranking acima, mas sua economia cresceu 1,2% no período.

Enquanto seus companheiros emergentes continuam em alta, o Brasil parece não ser capaz de se salvar dos problemas. Ainda de acordo com a pesquisa Focus, a projeção para o crescimento industrial apresentou queda, bem como os números projetados para a inflação de 2014 e 2015 pioraram.

Para a inflação, analistas esperam um  avanço de preços maior. A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2014 subiu de 5,89% para 5,93%, para 2015 segue em 5,70% e para os próximos 12 meses subiu de 6% para 6,05%. Há quatro semanas, as estimativas estavam em 6,01%, 5,60% e 5,98%, respectivamente.

O governo se encontra numa sinuca de bico: se toma as medidas necessárias, corre risco de chegar na próxima campanha com a popularidade em baixa; se não toma, corre o risco de a própria economia levar ao chão a sua imagem. Por enquanto, a aposta vem sendo feita na maquiagem de números de forma a adiar cada vez mais a desordem econômica. Mas vem ficando cada vez mais difícil varrer os problemas para baixo do tapete.

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