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Propina no estádio do Corinthians? Andrés Sanchez garante que só três mexeram na parte financeira

“A parte financeira ninguém mexeu. Só eu, o Lula e o Emílio Odebrecht”, afirmou o agora deputado pelo PT em entrevista gravada

Com a deflagração da Operação Xepa, a Lava Jato começa a investigar as obras dos estádios da Copa. Nesta terça (22), um diretor do Corinthians foi conduzido coercitivamente a depor sobre a construção do estádio do clube, que contou com financiamento do BNDES e Caixa Econômica Federal e foi tocada pela Odebrecht.

Caso os diretores da Odebrecht esqueçam de algum detalhe na tal “colaboração completa” prometida em nota oficial, os procuradores da Lava Jato podem ir perguntar direto na fonte: em entrevista gravada para a revista Época em 2011, o então presidente do Corinthians Andrés Sanchez – eleito deputado federal mais votado do PT em 2014 – garantiu que apenas três pessoas haviam “mexido” na parte financeira do estádio: ele próprio, o ex-presidente Lula e Emílio Odebrecht,  presidente do Conselho de Administração da empreiteira.

Curiosamente, na gravação Sanchez se gaba de ter conseguido fechar contrato para a construção da Arena por valor abaixo do mercado: a obra, que valeria “mais de R$ 1 bilhão”, seria quitada por “780. Ponto. Acabou”. Hoje, sabemos que o custo total do estádio ultrapassou R$ 1,4 bilhão e o Corinthians ainda deve cerca de R$ 1,15 bi. Só de juros dessa dívida, o clube deve desembolsar cerca de R$ 100 milhões.

O Corinthians agora pretende auditar o valor da obra para tentar reduzir a dívida caso fique comprovado que houve superfaturamento. O clube também reclama de problemas estruturais na obra e setores que foram entregues incompletos pela Odebrecht (talvez porque o engenheiro responsável estivesse ocupado demais com as reformas em um certo sítio).

Será que o torcedor mais ilustre ajudou a colocar o Corinthians numa fria?

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