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Reajuste prometido por Dilma ao Bolsa Família mal passa da metade da inflação do período

Enquanto a presidente ofereceu 10% de aumento, entre o último reajuste e este, a inflação chegou a 19,6%.

No pronunciamento do dia 1º de Maio, dedicado ao Dia do Trabalho, a presidente Dilma Rousseff anunciou um decreto que reajustará os benefícios do Bolsa Família em 10%. Embora tenha dito que isso significaria “um grande ganho indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador”, esse aumento não é suficiente para repor as perdas com a inflação.

Apesar de a presidente Dilma Rousseff ter anunciado anteontem uma correção de 10% nos benefícios do Bolsa Família, não haverá ganho real, já que a inflação acumulada entre o último reajuste, em 2011, e o mês de março foi de 19,6%.

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O PSDB divulgou nota afirmando que a correção “adequada” deveria seguir a inflação acumulada nos três primeiros anos do governo Dilma, o que totalizaria um reajuste duas vezes maior que o anunciado. O partido ainda acusou a presidente de fazer campanha antecipada, e, junto ao DEM, protocolou uma consulta sobre o ato.

Na consulta, os partidos perguntam se “constitui propaganda eleitoral extemporânea a realização de eventos que, a pretexto de difundirem os feitos de gestões governamentais em andamento, buscam impulsionar a pré-candidatura de determinados agentes públicos”.

Até mesmo o jornal britânico Financial Times destacou o caráter populista da medida, afirmando que é uma ação “agressiva de contra-ataque da presidente contra a oposição”. Disse ainda que os recipientes do Bolsa Família – 36 milhões de brasileiros – são considerados uma base eleitoral leal ao Partido dos Trabalhadores.

Vem se tornando comum o mercado se animar sempre que uma nova pesquisa aponta queda na popularidade de Dilma. Isso se deve à necessidade que a nação sente no momento de um melhor controle nos gastos. Mesmo com o reajuste muito abaixo da inflação, quando soma-se os R$ 1,7 bilhão do aumento do Bolsa Família aos os R$ 5,3 bilhões da correção da tabela do imposto de renda, os 11 minutos que Dilma utilizou para falar ao país no dia do trabalho custarão aos cofres públicos R$ 7 bilhões, ou uma Pasadena e meia. Tudo isso apenas para estancar a queda contínua de popularidade da presidente. Não que pese em sua consciência qualquer rombo que se amplie nas contas públicas. Sua estratégia é justamente a de emparedar a oposição com um discurso ainda mais populista. Aos poucos, os desespero a confirma como a candidata que o Brasil menos precisa no momento.

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