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Rede Globo x Michel Temer: o que há de concreto e o que é teoria conspiratória

O mundo real tende a ser menos complexo que as teorias.

Teorias conspiratórias são tentadoras por dois motivos simples: o primeiro é porque são mesmo divertidas, o segundo é porque satisfazem anseios narrativos. Não por acaso, muitas das mais bisonhas sobrevivem ainda hoje, como aquela de que as viagens espaciais seriam uma farsa.

Desse modo, é claro que não seria diferente com a investida da Globo contra Michel Temer. A criatividade foi longe, mas praticamente tudo é pura e simples conspiração. Pois é. A vida real nem sempre é tão emocionante quanto os roteiros mais inventivos.

O que houve e há, de concreto? A Rede Globo defende a saída de Temer. E por quê? Há explicações bem simples e, adotando a Navalha de Occam, vamos a elas. A primeira é sustentar uma história própria, ou seja, garantir que a reportagem do jornal O Globo, divulgada pelos veículos do grupo, seja verdadeira. Em tempos de disputas midiáticas, isso é algo sim importante.

Para além disso, caso se pense em algum interesse mais subterrâneo, e já aderindo a teorias que dependam de certo apoio esotérico, o provável (e mais simples) seria adesão à corrente que prefere uma saída rápida, para afetar menos as reformas.

Pode ser algo pior? Pode ser algo mais complexo e terrível? Sim, tudo é possível. Mas é recomendável não descartar as teses mais simples, porque são sempre as prováveis no mundo real, por mais que não atendam às narrativas mais sedutoras e encaixadas a enredos pré-elaborados.

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