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Registre-se a verdade: manifestação não foi só contra o governo Temer, mas sobretudo pró-PT

Esse negócio de “defesa da democracia” é pura ladainha. É defesa do partido, pura e simples. Daí o fato de que o povo, mesmo, passe longe.

Tudo passou a ser uma grande Guerra de Informação, numa disputa de versões que no geral atropela a verdade dos fatos. E o duelo de narrativas por óbvio abarca também as manifestações. E eles são bons nisso, devemos reconhecer. O problema é que a verdade cedo ou tarde aparece.

Na manifestação de domingo, na Paulista, não houve uma “defesa da democracia”. Ora, em primeiro lugar, isso seria descabido pelo simples fato de o impeachment ter ocorrido sob a estrita obediência constitucional, tendo sido garantida a ampla defesa e o devido processo, bem como a participação ativa do STF.

Embora eles saibam disso, insistem na bobajada do “golpe” e usam esse artifício como subsídio narrativo das manifestações de rua. Mas as coisas não são assim.

Bastaria ver as cores, as bandeiras, os cartazes e os gritos de guerra para ver que se tratava de um ato pró-PT.

E alguns chegaram a circular com mensagens contrárias a Sérgio Moro, restando inequívoco o pendor da coisa. Quem seria contra Moro, afinal? Quem seria contra o juiz cujas decisões levaram para a cadeia a fina flor bilionária da construção civil? Quem seria contra o juiz que condenou a cúpula do petismo? Quem seria contra o juiz que tem agora tem sob sua jurisdição o processo contra Lula e sua família?

Manifestação - Pró PT - Michel Temer - Sergio Moro

Contra Moro

A resposta é clara. E tendo tal ato uma bandeira como esta, também fica claro que não estavam ali para defender democracia coisa nenhuma. Estavam defendendo um partido.

Não é ilegal defender os interesses de um grupo político. O problema é fazer de conta que não se trata disso. Aí, os fatos se encarregam de mostrar a realidade.

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