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Reinvenção patética do quadro de medalhas faz de Fiji e Granada potências olímpicas

É um tanto doentio como o ocidente busca maneiras para renegar o capitalismo

Quando não são usados para propaganda política, como na Alemanha Nazista ou no comunismo soviético e cubano, os Jogos Olímpicos costumam refletir o sucesso econômico dos países que neles competem. E a lógica é simples: se uma sociedade tem verba para investir decentemente em esportes é porque já não falta para as necessidades mais básicas. Por isso, não é de se estranhar que as nações mais capitalistas liderem o quadro de medalhas. No momento em que este texto é redigido, os Estados Unidos, a mais capitalista delas, tem quase o dobro de medalhas do segundo colocado, a Grã-Bretanha.

Mas, para negar o sucesso americano, tem corrido nas redes sociais e em alguns veículos internacionais a lógica da “medalha per capita”, ou seja, da proporção entre as medalhas obtidas e o tamanho da população do país que a conquistou. E o resultado tem sido bem patético.

Por essa lógica, a maior potência olímpica seria Granada, uma ilha caribenha que ganhou uma única medalha, afinal, possui apenas 100 mil habitantes. Fiji e Estônia, também com uma medalha cada, conquistam o Top10 do ranking. Dentre as nações plenamente desenvolvidas, só Dinamarca e Austrália atingem feito semelhante na Rio 2016.

A manipulação conseguiu colocar Cuba na 23ª colocação, e deixar os Estados Unidos em 35º lugar. Quanto à China, seria um fracasso esportivo que por pouco não é superada pela Venezuela, na 60ª posição, com uma medalha para cada 30 milhões de habitantes.

Já o Brasil faria ainda mais feio do que vem fazendo. E, até o momento, ocupa a 62ª posição num ranking de 67 países.

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