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Relator da ONU diz que a saída para o Brasil se livrar do zika passa pelo saneamento básico

E pensar que por tanto tempo buscaram minimizar a relação entre um problema e outro

Além de pesquisador da Fiocruz-Minas, Léo Heller é Relator especial da ONU para o direito humano à água e ao esgotamento sanitário. Ele conversou com O Globo sobre a privatização do saneamento básico, medida já tomada em alguns outros países, mas pouco estimulada pelo órgão. Mas, para o momento, interessa mais o alerta feito sobre a influência do péssimo saneamento brasileiro no surto de zika.

Quando o mosquito da dengue voltou a se proliferar em grande escala pelo país, muito foi associado à crise hídrica vivida por São Paulo há dois anos. Mas pouco se relacionou a um dos problemas mais negligenciados pelos gestores públicos brasileiros.

Disse Heller:

“No caso específico da chamada tríplice epidemia que assola parte importante da América Latina, intervenções em abastecimento de água, em esgotamento sanitário, em manejo de resíduos sólidos e em drenagem pluvial — componentes do que a legislação brasileira denomina de saneamento básico – podem ter isoladamente e, sobretudo, integradamente, importante papel na redução do problema.”

Em outras palavras, um ótimo caminho para se livrar da zika é finalmente dar conta do tratamento sanitário nacional.

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