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Renan Calheiros quer dificultar futuros impeachments

Presidente do Senado quer ampliar a quantidade de votos necessários para se afastar presidentes corruptos

Não que esse tenha sido fácil. Perto do de Collor, que consumiu um ano de militância, mas apenas quatro semanas do Congresso, os 18 meses de protestos, ou 5 meses dos parlamentares necessários ao afastamento de Dilma Rousseff, soam infinitos. Quando for afastada em definitivo, no início de agosto, já terá se passado quase dois anos da capa da Veja que primeiro mobilizou o brasileiro pela queda da presidente recém eleita.

Mas Renan Calheiros acha que foi fácil. E ainda defende que a Lei do Impeachment, de 1950, deve ser alterada. “É uma lei antiquada. Por maioria simples, acaba prejulgando no afastamento do presidente.” O presidente do Senado refere-se à maioria simples necessária para o Senado acatar o recebimento já aprovado em maioria qualificada pela Câmara.

Michel Temer não teria muito com o que se preocupar, uma vez que “recebeu” 55 votos em 12 de maio, um a mais do que o necessário para a maioria qualificada que será exigida apenas em agosto. E o governo diz contar já com outros cinco votos.

Todavia, será mais complicado para futuros parlamentos derrubarem presidentes problemáticos. Se Calheiros for rápido, o primeiro beneficiado poderá ser justamente Michel Temer. Inimigos de longa data, contudo, não devem se afinar tão cedo quanto a essa questão.

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