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Ricardo Lewandowski comporta-se como Dilma pouco antes de ser afastada da Presidência

Presidente do STF não quer deixar o cargo sem uma bomba fiscal que acabará de vez com as contas públicas

Ele não fala isso diretamente. Mas a imprensa não se cansa de noticiar os esforços de Ricardo Lewandowski junto ao governo Temer para aprovar o reajuste dos salários dos ministros do STF. Nessa terça-feira, o deputado Ricardo Ferraço apresentará um relatório em que sentenciará: não há dinheiro para o aumento, uma vez que gera um efeito cascata que complicará muito as contas públicas.

Faltando poucos dias para concluir o mandato como presidente do STF, Ricardo Lewandowski comporta-se como Dilma Rousseff nos dias que antecedeu o afastamento da petista. A presidente hoje na condição de réu não queria deixar o cargo antes de legar ao sucessor uma bomba fiscal que dificultaria o controle econômico do país. É basicamente o que tenta o primeiro ministro nomeado por Lula à Suprema Corte após o PT ser delatado no Mensalão.

Ao que tudo indica, Temer se tocou disso. Segundo a jornalista Andreia Sadi, da GloboNews, o governo quer empurrar o reajuste com a barriga até que Cármen Lúcia assuma a terceira cadeira na linha de sucessão. Acredita que, assim, será mais tranquila a negociação.

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