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Rodrigo Janot riu do boneco inflável, mas não gostou de ser chamado de “petralha”

E deixou no ar que pode acionar na Justiça os autores da caricatura

Em um dos protestos ocorridos em São Paulo, um enorme boneco inflável apresentava uma caricatura de Rodrigo Janot, com as inscrições “petralha” e “investigações seletivas”. O procurador-geral da República tentou amenizar dizendo que a obra era uma “forma divertida de se manifestar”. Mas não gostou de ser chamado de “petralha“.

“Então, se eu sou petralha, eu tenho lado na investigação, eu prevarico, eu defendo determinadas pessoas e acuso indevidamente outras. Então, não é questão do boneco em si. É a palavra pejorativa no boneco que a meu ver imputa no mínimo prevaricação. Qual a carga semântica dessa palavra petralha? Ela vem das revistas em quadrinhos, dos irmãos Metralhas, que eram criminosos. E retrata um sujeito, que é do Ministério Público, que tem por obrigação constitucional a investigação de crimes. Que eu prevarico na minha atividade, porque eu sou tão bandido como uma turma que eu não investigo por causa da prevaricação.

Ao final, Janot disse que “morreu de rir” do boneco, mas fazer essa imputação de crime tem consequência jurídica.

Mas será que o procurador em algum momento se perguntou o porquê de haver essa sensação a respeito do trabalho realizado por ele?

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