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Sabendo que a casa pode cair, governo Dilma usa o velho truque da “vacina”

Eles são bons nisso, mas de tanto usar perde a eficácia.

Dilma Rousseff - Foto Pedro Ladeira Folhapress

Funciona assim: tem-se a informação, às vezes de forma genérica e sem grandes detalhes, de que algo ruim acontecerá. Aí resolvem antecipar o fato usando algum expediente explicativo que possa servir de vacina. Nada de novo no front, é claro. E o governo fez isso agora.

Soltaram para a imprensa que Sergio Moro fará uma “ofensiva” nesta semana, atingindo pessoas próximas a Dilma Rousseff, com o objetivo de prejudicar o voto do impeachment.

Bobagem, claro. Em primeiro lugar, ao juiz cabe autorizar ou não, mas a iniciativa de deflagrar operações é do MPF. Ponto. Além disso, é vacina pura. Tática manjada e conhecida por todos que acompanham política mesmo minimamente.

Em suma: estão sabendo que a casa vai cair e, como não há o que fazer, antecipam dizendo que seria uma “ofensiva” com interesses políticos.

Vai que cola, não é? Mas a essa altura, convenhamos, não cola mais. Fora que a presidente e seus ministros não estão sob a jurisdição de Moro, mas sim do STF. Caso exista algum investigado que seja “nome próximo” da Dilma, a culpa não é de quem investiga, não é mesmo? Ela que escolha melhor as “pessoas próximas”.

Se bem que agora não dá mais tempo.

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