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Se a CUT pode, por que não a FIESP?

As duas são entidades de classe, por que só quando uma delas toma partido que os analistas ‘isentos’ vêem algo errado?

Muitos analistas ‘isentos’ mostraram fúria diante do anúncio feito pela FIESP em diversos jornais de grandes circulação. Não admitiram que uma entidade de classe tomasse partido de questão política. Pois é, pois é, já dá para notar logo de plano qual o “erro”. Mas vamos por partes.

Em primeiro lugar, a FIESP tem todo o direito de fazer qualquer manifestação de natureza política. Ponto. Como entidade que congrega indústrias, é seu papel também – entre outros, claro – defender o interesse de seus congregados nas instâncias políticas. Assim como, por exemplo, faz a CUT (Central Única dos Trabalhadores) que, por sua vez, reúne sindicatos de diversas categorias profissionais.

Mas é incrível que, neste último caso, tudo é tratado com extrema normalidade. Não há levantamentos do quanto se gasta com os infinitos eventos pró-governo que, ao fim e ao cabo, atendem sobretudo aos interesses partidários de uma legenda. Se alguém OUSA questionar a legitimidade disso, os ‘isentos’ que agora condenam a FIESP são os primeiros a reputar os questionadores como antidemocráticos.

Pois é.

E isso nem deveria nem ser uma polêmica, uma pauta, um assunto a ser debatido da forma como foi. Pode-se, claro, condenar a posição da FIESP, como também é totalmente possível aplaudir a postura. O que não se pode, de forma alguma, é levantar um milímetro de suspeição ou mesmo espanto com o fato de fazer anúncios em jornais. Tanto menos quando quem faz isso no geral endossa as atividades de centrais sindicais em defesa do governo petista.

Um pouco de coerência não faz mal a ninguém.

FIESP_anuncio

Em tempo: os anúncios foram feitos não apenas pela FIESP, mas também por centenas de entidades; e eles integram a campanha “Não Vou Pagar o Pato“.

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