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Se Lula não puder concorrer em 2018, “plano B” petista seria o ex-prefeito Fernando Haddad

Dará certo?

Na campanha eleitoral de 2012, com Lula, recebendo o apoio de Paulo Maluf. Foto: Epitacio Pessoa / Estadao Conteudo

No dia do depoimento de Lula a Sergio Moro, na Lava Jato, foi organizado um ato em defesa do petista, com prometidas 50 mil pessoas, mas a presença real de nem um décimo disso. Acontece. Uma das ausências, porém, foi notada: Fernando Haddad. E falamos disso aqui.

Agora, e no mesmo dia, duas notas confirmam a possibilidade de que seja o candidato do PT em 2018, na hipótese de Lula não concorrer.

Primeiro, no Painel da Folha de SP:

“A certeza de que a delação de Antonio Palocci deve levar o ex-presidente Lula mais uma vez ao centro da Lava Jato intensificou conversas dentro do partido sobre um plano B para a disputa presidencial de 2018. São lembrados como opções o ex-prefeito Fernando Haddad (SP) e o ex-governador Jaques Wagner (BA). O ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE), apontado como alternativa de fora do partido, desagrada parte dos petistas, como o presidente da sigla, Rui Falcão” (grifamos)

Eliane Cantanhêde, no Estadão, bateu na mesma tecla:

“Por partes. Lula corre contra o tempo, especialmente quando o juiz Sérgio Moro começa a definir os prazos para o julgamento do triplex. Sem Lula na disputa, o PT, o PC do B e os movimentos aliados não têm um só nome. Por isso, Fernando Haddad conversou três horas com um potencial articulador de seu nome no Nordeste, região que, apesar de tudo, continua lulista e suscetível a votar num candidato patrocinado por ele. Aliás, Haddad não foi visto em Curitiba no dia do depoimento de Lula a Moro. Próximo o suficiente para herdar os votos, mas convenientemente longe para não se contaminar com a rejeição?” (grifamos)

O petista já foi aventado como possível vice numa coligação encabeçada por Ciro Gomes, mas pelo visto não é isso que o partido quer. Resta saber, é claro, se tentarão novamente o discurso do “novo” e, mais ainda, como Fernando Haddad fará para descolar-se de Lula e da Lava Jato, já que seu nome também foi mencionado nas delações.

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