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Se o sacrifício do cão de Dilma era justificável, por que noticiou-se que ele seria adotado?

A história está muito mal contada e o silêncio das entidades defensoras dos animais é extremamente incômodo

O sacrifício de um animal em sofrimento é um gesto de amor (e coragem) da família que o adotou e criou. E foi com argumento semelhante que Dilma Rousseff mandou sacrificar “Nego”, labrador que ganhou de José Dirceu ainda quando assumiu a Casa Civil no governo Lula. Conforme publicado pelo Diário do Poder e pelo Antagonista, o cachorro estava “velho e doente” e por isso não foi possível se mudar com a presidente cassada para o Rio Grande do Sul.

Mas trata-se de mais uma história mal contada por Dilma . Uma semana antes, a Folha de S.Paulo noticiou que o animal ficaria sob os cuidados de um ex-assessor da petista. No mesmo dia, o Antagonista desmentiu o jornal e deu que já havia a intenção de sacrificá-lo. No fim-de-semana, Cláudio Humberto informou que os funcionários do Alvorada estavam consternados e revoltados pois, segundo eles, “Nego tinha condições de sobrevida digna, até sua morte natural“.

É uma estranha coincidência que o animal tenha atingido a condição que justificaria seu sacrifício na semana que Dilma deixou a residência oficial. E de fato fica no ar a sensação de que a medida radical não seria adotada se a petista continuasse em Brasília.

Por fim, o silêncio das barulhentas entidades defensoras dos animais diante do ocorrido é ensurdecedor.

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