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Segundo ex-presidente do STF, saída para Dilma seria a renúncia

E Ayres Britto ainda completa: em caso contrário, seriam “três anos de agonia”.

Foto: Antonio Cunha/Correio Braziliense

Foto: Antonio Cunha/Correio Braziliense

A seguir, trechos da entrevista concedida por Ayres Britto a Ana Dubeux, Ana Maria Campos, Helena Mader e Leonardo Cavalcanti, publicada no Correio Braziliense:

A solução para a crise passa pelo Ministério Público e pela Polícia Federal?
Enquanto as instituições do segundo bloco funcionarem, nós sairemos, sim, desse impasse. É uma questão de tempo.

Qual é a saída?
Aí a renúncia que se apresentaria. Mas se ela não quiser renunciar, não pode ser forçada. É ato unilateral e espontâneo.

Aí serão três anos sangrando?
Serão três anos de agonia. A menos que outra saída apareça. O brasileiro é muito inventivo. Uma vez perguntaram a Mário Quintana: “O que é imaginação?”, e aí ele disse: “A imaginação é a memória que enlouqueceu”. Quando você esquece que tem memória, você se desacumula de conhecimento, se descarta dos preconceitos, a mente fica uma espécie de tábua rasa. Eu evoluo quando esvazio o meu armário de tudo quanto nele guardei. E evoluo mais ainda quando jogo o próprio armário fora. Só resta o vazio. O povo brasileiro tem essa capacidade impressionante.”

Renúncia ou três anos de agonia? Talvez nem um, nem outro. A agonia (deste governo e também do povo) pode ser encurtada pelo impeachment.

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