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Sem desculpar-se, Iasi reclama de ódio e chama de metáfora a sua defesa de fuzilamento

Foto: Screenshot do YouTube

Na próxima, doutor, escolha melhor as suas metáforas.

Nas redes sociais, costuma-se brincar que, em qualquer enrascada argumentativa, o fraco argumentador optará por um dos dois caminhos: “foi hacker” ou “era brinks”. No “foi hacker”, o encurralado debatedor tenta explicar que não era ele, mas alguém muito astuto que falou por ele, invadiu sua conta, quebrou suas senhas, e a polícia já fora acionada. No “era brinks”, a cara de pau é um pouco maior. Porque o debatedor não estava falando sério, ele apenas ironizava, era uma brincadeira, era alguém muito culto versando com técnica incompreendida pelo menos estudados. Como esperado, foi com este caminho que Mauro Iasi se saiu após defender, em palestra, o fuzilamento de conservadores.

Já havíamos alertado aqui que ele jogaria a culpa nas liberdades poéticas do poema que declamava. E agora ele surgiu dizendo que tudo não passou de uma metáfora, que o poema era irônico, que seres inteligentes como ele captaram, mas ele faria o esforço de explicar tudo para nós mortais. Claro, encaixou bastante name-dropping para dar um verniz intelectual à sandice que defende e possivelmente ensina a jovens que costumam se render a esse tipo de retórica.

Curiosamente, não tomou por metáfora os xingamentos que recebeu em retribuição ao absurdo que lhe rendeu aplausos no – agora sabemos – Congresso da CSP-Conlutas. Pelo contrário, chamou de ódio de classe e findou o texto pregando o fim do diálogo com o que agora chama de “extrema direita” – Não eram conservadores? Ou qualquer conservador, para ele, é extrema direita?

Enquanto isso, a petição que exige a exoneração dele do cargo de professor da UFRJ já conta com mais de 15 mil assinaturas.

Foto: Screenshot do YouTube

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