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“Será que o Brasil está preparado para ter um presidente negro?”, pergunta Joaquim Barbosa

A informação é de Monica Bergamo, na Folha de SP.

Pesquisas apontam que candidatos não alinhados à “velha política” terão mais chances em 2018 – na verdade, mais que o dobro de chances. E é claro que os partidos começam a se mexer nesse sentido, bem como potenciais financiadores e também apoiadores.

Os dois nomes que despontam são Jair Bolsonaro e João Doria, mas parece que um novo candidato vem aí. Ele nega, mas não é exatamente uma negativa peremtória. Segue trecho da coluna de hoje da Monica Bergamo, na Folha de SP (voltamos depois):

“Estou mais para não ser, diz Joaquim Barbosa sobre sair candidato – Joaquim Barbosa ainda não foi convencido a sair candidato à Presidência da República. “A verdade é que eu resisto”, diz o ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal). “Estou mais para não ser.”

BARBOSA LÁ – Barbosa já foi procurado por lideranças de partidos como Rede, PSB e até o PT. Nesta semana, se reuniu com artistas como Marisa Monte, Lázaro Ramos, Fernanda Torres, Fernanda Lima, Caetano Veloso e Thiago Lacerda, que o convidaram para um encontro e tentaram convencê-lo a mudar de ideia.

FORTUNA – Barbosa afirma que “o maior obstáculo à ideia sou eu mesmo”. Ele diz que preza “muito a liberdade”. E que, desde que saiu do STF, há três anos, “gozo dessa liberdade na sua plenitude, com independência total para fazer e falar o que bem entendo. Isso não tem preço”.

FASE ATUAL – Entre as ponderações que Barbosa fez aos artistas está o fato de que não tem “dinheiro nem ninguém atrás de mim com recursos” para fazer frente a uma campanha. Em um determinado momento, o ex-ministro questionou: “Será que o Brasil está preparado para ter um presidente negro?“.

FUTURO
Duas estrelas da Rede, partido de Marina Silva, foram à reunião em que se discutiu eventual candidatura de Barbosa: o senador Randolfe Rodrigues, do Amapá, e o deputado Alessandro Molon, do Rio.” (grifamos)

Enfim

Não é preciso ser exatamente um gênio para constatar que a candidatura é uma possibilidade real. Há diferença gritante entre “não serei candidato” e “estou mais para não ser”, pois a segunda resposta envolve ponderação e a chance concreta de tal fato ocorrer.

O encontro com artistas e políticos da Rede também é um sinal e tanto – e mostra, aliás, que o pós-PT é outro dado da realidade, não mais uma simples conjectura.

Caso a candidatura ganhe fôlego, há dois movimentos naturais: parte da esquerda passará a atacar Joaquim Barbosa de forma pesada. Isso porque, bem sabem eles, o ex-ministro do STF tem posturas mais progressistas e, por óbvio, ocupará o espaço cuidadosamente reservado a algumas figuras intocáveis.

Sobre isso, porém, cabe outra análise – que será publicada ainda hoje.

Fonte: Folha de SP - coluna de Monica Bergamo

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