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Sérgio Moro ensinou aos marketeiros da campanha de Dilma que um erro não justifica o outro

O texto do juiz que comanda a Lava Jato deveria ser ensinado em todas as escolas do Brasil

É uma das lições mais básicas que qualquer pai ensinaria a um filho. Mas o brasileiro, nunca aprendeu muito bem. E, com a chegada do PT à Presidência da República, a gigantesca parcela que apoiava o partido fez questão de reverberar o argumento. Mas Sérgio Moro não aceitou a alegação de que era aquela uma prática comum do mercado. E repugnou o álibi apresentado por João Santanna e esposa, ambos responsáveis pelo marketing da campanha que reelegeu Dilma Rousseff.

Mais do que isso, deu uma breve lição que deveria ser ensinada em todas as escolas do Brasil:

O álibi ‘todos assim fazem’ não é provavelmente verdadeiro e ainda que o fosse não elimina a responsabilidade individual. Se um ladrão de bancos afirma ao juiz como álibi que outros também roubam bancos, isso não faz qualquer diferença em relação a sua culpa.

O mesmo raciocínio é válido para corruptores, corruptos, lavadores de dinheiro e fraudadores de campanhas eleitorais. Rigorosamente, qualquer constatação de que a prática criminosa tornou-se a ‘regra do jogo”, apenas justifica medidas judiciais mais severas para a sua interrupção.

Ainda mais quando recursos não-contabilizados e no caso, em cognição sumária, de origem criminosa, contaminam campanhas eleitorais, comprometendo a qualidade e a integridade da democracia. Isso é trapaça e a gravidade disso, por afetar o processo político democrático, não deve ser subestimada.

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