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Sindicalista ligado ao PT alertou Dilma sobre extorsão no Ministério do Trabalho há nove meses

Há alguns dias desmontamos a versão oficial gestada no Planalto, e comprada pela maioria da imprensa, de que a decisão de manter Carlos Lupi à frente do Ministério do Trabalho – a despeito de todo o imbróglio envolvendo o ministro – , era uma demonstração de força e independência de Dilma. Pela versão propalada pela assessoria oficial, a presidente estaria resistindo às pressões dos aliados de antecipar a reforma ministerial para ter tempo de escolher um substituto à altura dos desafios impostos pelo cargo. Hoje descobre-se que a coisa parece ser mais grave do que parece. Dilma não só estaria dando guarida a um ministro enrolado até o pescoço em denúncias de corrupção, como já sabia de outras denúncias igualmente graves envolvendo Carlos Lupi há quase 9 meses. E o que é pior, sem tomar nenhuma providência.

Irmar Batista afirma ter informado Dilma sobre a extorsão no ministério

Leiam abaixo as informações publicadas no site de Veja. Voltamos logo abaixo:

Nas últimas semanas, o país conheceu a extensa lista de serviços prestados pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi – não aos brasileiros, mas ao seu partido, o PDT. A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado acrescenta à relação mais uma traficância em curso na pasta: um esquema de extorsão envolvendo assessores de confiança do ministro que cobram propina para emitir o registro sindical. O governo foi alertado para o caso há nove meses por sindicalistas ligados ao PT, mas nada foi feito a respeito.

Quem relata o caso é o mecânico Irmar Silva Batista, que foi pego na engrenagem quando tentava criar o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sirvesp). Em 2008, o então secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros, o apresentou a um assessor, Eudes Carneiro, que lhe pediu 1 milhão de reais para liberar o registro. Irmar se recusou a pagar e o registro não saiu até hoje.

Em fevereiro deste ano, Irmar enviou por e-mail uma carta para a presidente Dilma Rousseff e para o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. No documento, ele narra o caso e pede providências. O Palácio do Planalto acusou o recebimento da carta em 9 de março, mas na semana passada a assessoria de imprensa da Presidência informou que não foi possível fazer nada. Por motivos técnicos: o trecho que narrava a denúncia, estranhamente, teria chegado cortado na mensagem recebida. Ouvidos por VEJA, todos os citados por Irmar Batista negaram o pedido de propina.

Em entrevista à reportagem, Irmar Batista contou em detalhes o pedido de propina. Confira a seguir duas das respostas publicadas por VEJA:

O senhor foi achacado no Ministério do Trabalho? No fim de 2008, fui a Brasília reclamar da demora para registrar o sindicato. Procurei o Medeiros (Luiz Antonio de Medeiros, então secretário de Relação do Trabalho), que me levou a uma sala ao lado e disse: “O que o Eudes acertar, está acertado”. Então ficamos a sós com o Eudes Carneiro (assessor do ministério). Antes da reunião, o Eudes mandou a gente desligar os celulares. Sentamos à mesa e veio a proposta indecente: eles pediram 1 milhão de reais para liberar o registro do sindicato.

O senhor fala em esquema, o que sugere que seu caso não foi o único. Vários sindicatos foram extorquidos, mas o pessoal tem medo de aparecer. Há outros sindicatos que também foram vítimas disso que aceitaram pagar propina.

Link da notícia aqui.

Comentário:

O mais curioso nessa história foi a versão divulgada pelo Palácio do Planalto de que recebeu o e-mail contendo a denúncia, mas que a mensagem teria chegado incompleta. Tentando se eximir de responsabilidades o governo sinaliza que não tem controle nem sobre sua correspondência. Bom, a assessoria do Planalto teria que dizer alguma coisa, né?! E ninguém esperaria que fosse  uma confissão de culpa.

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