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Tão importante quanto o voto é a reação do eleitor quando o político se envolve em escândalo

Defesa cega ou arrependimento sadio?

É simplesmente impossível ser brasileiro, ter votado em pelo menos duas eleições, e não ter votado em alguém que depois pisou feio na bola. É um fado da vida, um dado da realidade do nosso país, de modo que o grande fator acaba sendo a forma de reagir a escândalos.

Nesse sentido, e citando o diálogo mencionado ontem entre Guga Noblat e Ana Paula “do vôlei”, é curioso que a esquerda faça troças com quem votou em Aécio, ou o defendeu nas eleições contra Dilma Rousseff.

Primeiro que muitos dos que fazem isso votaram justamente no PT, cujo líder máximo é réu em nada menos que cinco processos. A própria Dilma, sobre quem tentou-se criar aura sacrossanta, também foi citada em diversas delações.

A diferença crucial, portanto, é como reagir a tudo isso.

Quem defende cegamente os esquerdistas envolvidos em escândalos não pode nem AMEAÇAR tirar sarro dos que votaram em Aécio, ou o defenderam durante a eleição, mas agora se vêem arrependidos.

E, convenhamos, isso é uma obviedade que nem deveria ser escrita, mas os tempos exigem.

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