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Tiraram o caso de Moro, mas não adiantou: almirante foi condenado a 43 anos pelo Eletrolão

Em 2015, o STF tirou de Sérgio Moro as investigações que atingiam o setor elétrico do país

Em outubro de 2015, a Lava Jato recebeu talvez o seu maior golpe: a operação, que mirava a corrupção em obras públicas independente do setor, se viu obrigada pelo STF a focar-se apenas nos crimes cometidos na Petrobras. Desta forma, o que vinha sendo chamado de Eletrolão, termo que remete a empresas do setor elétrico, foi redistribuído, tirando da alçada de Sérgio Moro. Os corruptos em Brasília comemoraram. Mas, no caso do almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, foi por pouco tempo.

Porque o ex-presidente da Eletronuclear foi condenado a 43 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa pelos crimes praticados nas obras da usina Angra 3. A condenação não veio de Sérgio Moro, mas de Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Ainda cabe recurso. Mas resta a certeza de que Sérgio Moro não atua sozinho no Brasil.

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