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“Todo mundo já faz, então melhor legalizar” – essa bobagem é bem fácil de ser refutada

Muitos falam isso a sério, o que é ainda pior.

Há quem adote a máxima do título como ferramenta retórica, por pura estratégia, acreditando que esse truque no fim ajudará à “causa”. Mas há muitos que de fato pensam assim e supõem tratar-se de um argumento poderoso.

Claro que não é. Na verdade, é idiota por demais. Ainda assim, insistem. E vale para aborto, drogas e um sem-número de outras práticas.

Sem entrar em qualquer mérito, é preciso deixar claro que se trata de uma lógica estúpida. A prática recorrente e corriqueira de um ato ilícito não serve de motivo para que lhe seja retirado o status de ilicitude, mas sim para constatar que ele deveria ser mais fiscalizado. Só isso.

“Como assim? Se todo mundo faz, não é errado” – constata o rapaz ali do meio da sala.

Eis a “falsidade estatística”. E, de novo, há quem diga isso a sério. Enfim, é óbvio que o “todo mundo” não chega a 2% da população. Escolha aí uma dessas bandeiras que seriam práticas de “todo mundo” e em seguida façam a média de quantos de fato praticam.

Pois é… Sempre é minoria da minoria, reforçando que o povo não seria adepto e nem seriam atos generalizados. Se o argumento do “muitos fazem” já seria idiota em essência, ele se torna mais escalafobético também numa análise estatística.

Mas voltemos ao cerne da coisa: usar esse suposto dado, por si, não é algo correto. Serve de exemplo o número de homicídios, que no Brasil são 60 mil por ano e acontecem em todo o território nacional. Então “perdemos a guerra” contra o assassinato? Matar alguém tem de deixar de ser crime? Claro que não, é óbvio que não.

E isso vale, portanto, a outras coisas que “muitos fazem”. A taxa de incidência de um ato não faz com que ele seja necessariamente melhor ou pior.

Conselho: parem de usar esse tipo de lógica. Defendam sua causas, sejam quais forem, sem apelar para isso. Destaquem os méritos, mostrem os eventuais lados positivos, mas não caiam nessa bobagem, pois além de tudo é algo vergonhoso. Um interlocutor mais desavisado (ou sem paciência para ouvir ladainha militante) pode  deixar quieto, mas num debate um pouco mais rigoroso a coisa não para em pé.

Ok, é verdade, esquerdista só faz debate com quem pensa da mesma forma. Aí não tem jeito, mesmo.

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