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Três razões pelas quais a chapa Dilma Rousseff / Michel Temer não será cassada no TSE

São os fatos.

Foto: Lula Marques / Agencia PT

Eis um caso que de certa forma resume a bagunça brasileira. Vejamos: logo após as eleições de 2014, o PSDB moveu ação para cassar a chapa vencedora, alegando ilegalidades na campanha. Em meio ao processo, a presidente eleita sofreu impeachment, o vice assumiu e então o PSDB, autor da demanda, passou a integrar o governo.

O que temos hoje? Os tucanos não querem que seu adversário no processo perca a ação. Michel Temer, por óbvio, também não quer isso. E o PT, por mais que deseje a queda do atual presidente, igualmente não deseja tal derrota porque jogaria o próprio partido – e a ex-presidente – numa situação terrível.

Sim, nenhuma das partes quer a condenação. Mas há os juízes, é claro. Então, mais fatos:

1 – O marqueteiro de Dilma (e Lula) e sua esposa fecharam delação premiada na Lava Jato e, com isso, eles deverão prestar depoimentos também ao TSE, incluindo tais informações;

2 – Diante disso, considerando o “esticamento” de tudo, dois juízes sairão da corte e serão substituídos por outros nomeados por Temer;

3 – A própria Dilma, em entrevista, ajudou a salvar a pele do atual presidente, declarando que a responsabilidade objetiva das contas era mesmo do comitê central.

Portanto

O caso ainda demora para ser julgado e, quando o for, prevalecerá a tese da “estabilidade institucional”, considerando sobretudo o pouco tempo restante de mandato. Sem contar, claro, o auxílio luxuoso da tese da Dilma, de que seu vice não teria controle sobre as contas.

Encaremos a realidade, é o que acontecerá.

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