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Vera Magalhães: “não existe, naquela gravação, aval de Temer à compra do silêncio de Cunha”

Ao contrário do anunciado, tal trecho não é expresso e significaria outra coisa.

Todos contavam com a renúncia de Temer, muitos cravaram de forma peremptória. E então, no pronunciamento, ele preferiu ficar. Aqui no Implicante, achamos ruim, ainda achamos, porém o áudio prometido não trouxe o trecho fatídico prometido.

O dono da JBS teria dito que estava comprando o silêncio de Eduardo Cunha e Temer endossou. Pois não é o que se depreende do áudio. Na verdade, ele diz algo mais no sentido de cessar hostilidades, e o Presidente anuiu na base do “melhor assim”. Nada de grave.

Mas, sim, há trechos BEM desabonadores, é uma conversa terrível e a terribilidade vai ao extremo por tratar-se do Presidente da República. Vera Magalhães, num louvável gesto de “mea culpa”, reconhece que houve excesso. Tal gesto é não apenas aplaudido, mas também endossado em primeira pessoa pelo Implicante (afinal, nós também divulgamos a suspeita como algo concreto).

E, por fim, ela obviamente considera que a conversa é gravíssima e seu conteúdo pode configurar crimes, sim. Mas a parte do silêncio de Cunha, convenhamos, foi de outra forma.

Vejam:

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