Cinema

Se toda bizarrice esquerdista vira filme, o Plano Real também pode virar

Quando bem tocadas, políticas públicas não passam de trabalhos técnicos tantas vezes burocráticos, que não interessariam a mais ninguém além dos próprios envolvidos na gestão. Mas Hollywood já ensinou que, se bem filmadas, podem render bons “suspenses políticos”. Ao menos é o que se observa hoje em produções como House of Cards, Homeland e Designated Survivor.

Com certo atraso, o cinema nacional tenta entrar na onda lançando “Real – O Plano por Trás da História”, filme que promete narrar os bastidores do Plano Real, projeto que, nos governos Itamar e FHC, deu fim à hiperinflação herdada da ditadura militar.

A jornalista Miriam Leitão tem um ótimo livro sobre o período (Saga Brasileira), mas o projeto de Rodrigo Bittencourt inspirou-se em “3.000 Dias no Bunker – Um Plano na Cabeça e um País na Mão”, de Guilherme Fiuza. No trailer publicado, percebe-se atuações um tanto novelescas, mas um clima que promete contar uma boa história.

Nas redes sociais, já pegam no pé da produção por exibir em uma de suas imagens a ponte JK, que só ficaria pronta em 2002. Bom… Em 2002, o presidente ainda era FHC, o que pode justificar a escolha. Mas, mesmo que de fato tenha havido um erro de contextualização, uma edição simples é capaz de retirar o equívoco do produto final.

Fato é que o Plano Real é uma rara boa iniciativa da política nacional. E precisa ser bem registrado na história. Por todos os meios possíveis.

Afinal, se toda bizarrice esquerdista vira filme, ótimas iniciativas criticadas pela esquerda também podem virar.

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