Marlos Ápyus

O melhor, para o momento, seria Temer concluir o mandato?

Ou a crise política deve se prolongar por mais alguns meses/anos?

Ontem me permiti publicar uma enquete em um dos perfis que mantenho no Twitter. Queria saber dos seguidores para qual desfecho torciam: o prolongamento da crise política com uma eventual volta de Dilma, com a convocação de novas eleições, com a queda de Temer via TSE… Ou o encerramento dela com a conclusão do mandato do peemedebista apenas em primeiro de janeiro de 2018? E, para minha surpresa, não deu a terceira opção, mas a quarta.

No que se considera que o clima esquentou no final de maio de 2013, quando os black blocs do Passe Livre tentaram e conseguiram cavar uma falta junto à Polícia Militar comandada pelo governo Alckmin, já são mais de três anos de crise política. Quando se leva em consideração que ela já respondia ao “pibinho” de Dilma, denominação que ganharia a imprensa no inverno de 2012, lá se foram quatro anos.

É muito tempo. Muito tempo mesmo. O Brasil está cansado, o brasileiro está cansado, eu estou cansado. E, aparentemente, também estão os meus seguidores. No momento em que digito essas palavras, 71% deles dizem que, apesar de tudo, torcem para Michel Temer concluir o mandato que ainda toca como interino.

Não vou mentir: é essa também a minha torcida. Porque sei que a antiga oposição, ou mesmo a opinião pública, ainda não conseguiu forjar uma alternativa viável ao PT. A queda precoce do PMDB seria uma volta à escuridão vermelha de um partido afastado da Presidência lamentando o não uso do exército contra a população que pedia o mesmo processo de impeachment exigido pelo petismo contra todos os presidentes que antecederam Lula e Dilma. Solução esta que já cobram contra o vice que eles mesmos indicaram. Isso é por demais abjeto para eu não me chocar.

Temer está longe de ser perfeito, assim como o governo tocado por ele. Mas eu não saberia, dentro das opções existentes, apontar alguém com perfil mais conciliador, qualidade extremamente necessária para unir o país que o PT dividiu. Os movimentos recentes mostram certo descontrole nos gastos públicos, mas soam manobras necessárias para se evitar algo ainda pior, a volta de Lula e Dilma, pai e mãe da atual desgraça vivida pelo país.

Há anos, o Brasil vive um pesadelo. Está na hora de acordarmos. Mesmo que sob os cuidados do PMDB.

Marlos Ápyus é formado em comunicação, trabalhou por 15 anos como desenvolvedor web e músico. Além de colaborar com o Implicante, atualiza o apyus.com, seu site pessoal. Escreve no Implicante às quartas-feiras.

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