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Antes de prometer emprego a refugiados, Starbucks chegou a impedir mulheres em loja árabe

E a solução, vejam que ironia, foi a construção de um muro

Com o anúncio de que Donald Trump iria bloquear a entrada de imigrantes de sete nações – coincidentemente ou não – de maioria islâmica, a rede Starbucks emplacou uma pauta em que prometia criar dez mil empregos para refugiados. A reação imediata não foi boa, as ações da companhia passaram o dia seguinte em queda. E uma dúvida ficou no ar: o que teria levado a marca a entrar num jogo político tão arriscado?

Talvez a necessidade de limpar a própria imagem, uma vez que, há um ano, o Starbucks se viu em polêmica que viralizou nas redes sociais. Uma de suas lojas na Arábia Saudita, mais especificamente em Riyadh, passou a estampar um cartaz impedindo a entrada de mulheres no recinto.

O cartaz dizia em inglês nada culto:

“PLEASE NO ENTRY FOR LADIES ONLY SEND YOUR DRIVER TO ORDER THANK YOU”

(Algo como: “Por favor, sem acesso de mulheres. Apenas mande o seu motorista fazer o pedido. Obrigado.”)

A explicação não ajudava. Havia na loja um muro para dividir o espaço entre famílias e pessoas solteiras. Contudo, esse muro caiu. A solução encontrada para resolver o impasse teria sido o impedimento de mulheres no ambiente – temporariamente, claro.

A marca defendeu-se com o seguinte pronunciamento:

“No Starbucks, aderimos aos costumes locais da Arábia Saudita oferecendo entradas distintas para famílias e pessoas solteiras. Além do mais, todas as nossas lojas oferecem as mesmas vantagens, serviço, menu e assentos para homens, mulheres e famílias.”

Mas a desculpa não convencia. E seguiu-se uma sequência de anúncios bem documentados pela CNN. Apenas uma semana depois, o problema estava sanado, sempre buscando respeitar as leis locais, que privilegiam homens em detrimento a mulheres.

Qual a solução? Vejam que ironia: a construção de um muro. De um lado, homens solteiros entravam. Do outro, famílias e mulheres.

Fonte: CNN

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