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A lentidão do STF: levou 12 anos para quebrar o sigilo bancário do senador Romero Jucá

Mas esse está longe de ser o único caso.

Por que 10 em 10 políticos do Brasil preferem que seus problemas com a Justiça sejam primeiro recebidos pelo STF? Uma matéria do Globo ajuda a esclarecer. No caso mais absurdo, o Supremo levou 12 anos apenas para quebrar os sigilos bancário e fiscal do senador Romero Jucá. O inquérito investiga o desvio de recursos que deveriam ter ido para uma prefeitura em Roraima.

Mas está longe de ser esse o único caso. Maurício Quintella, ministro dos Transportes, desde 2009 é suspeito de superfaturamento e desvios em Alagoas. Renan Calheiros, presidente do Senado, ainda não virou réu em inquérito aberto há 9 anos. Entre 1998 e 2002, Ivo Cassol fraudou licitações em Rondônia, mas a ação penal só foi aberta em 2011. Condenado em 2013, o senador continua solto porque o STF simplesmente não executa a pena de quatro anos, oito meses e 26 dias em regime semiaberto.

Enquanto isso, Sérgio Moro consegue condenar e executar as penas da Lava Jato em questão de meses.

Será que o trabalho caminharia mais rápido se o STF deixasse de investigar bonecos infláveis que ironizam membros daquela corte?

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