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A morte do lulismo?

Lula e seus assessores estão assustados com a enorme queda de popularidade do ex-presidente. Chances de vencer em 2018 são remotas

lula_mensalaoA reportagem de capa da nova edição da revista Isto É é um choque de realidade para os petistas: a popularidade de Lula derreteu. Leiam um trecho:

O choque de realidade veio após as manifestações de 15 de março, que levaram milhões de pessoas às ruas contra o governo. Até então, Lula e a cúpula do PT minimizavam os protestos. Consideravam as manifestações mero resultado do incentivo da imprensa e do apoio de parcela pouco expressiva da população. O barulho das ruas, no entanto, levou os dirigentes da Fundação Perseu Abramo a encomendar as pesquisas qualitativas às quais Lula teve acesso. Segundo o levantamento, as mesmas pessoas que consideram Dilma incapaz de resolver os problemas do País e os roubos na Petrobras identificam o governo Lula como sendo a origem dos escândalos de corrupção. Para elas, a corrupção está ligada aos desmandos administrativos. Ou seja, para boa parte da população, não há como dissociar Lula da crise atual.

Mais adiante, a reportagem fala das estratégias petistas para tentar reerguê-lo:

Numa última tentativa de preservar o seu legado e, com isso, não arder na mesma fogueira de Dilma até 2018, Lula aproxima-se da esquerda petista, dos sindicatos e movimentos sociais. Ou seja, ao mesmo tempo em que recomenda a presidente a partilha do poder com o PMDB, nas bases partidárias Lula joga em outra direção, revelando o caráter personalista do seu projeto. Líderes de movimentos sociais até então esquecidos ou que tiveram quadros burocráticos cooptados pela estrutura do governo estão sendo, um a um, chamados para conversas e reuniões com o líder petista. O ex-presidente também retomou o Governança Metropolitana, nome de um projeto do Instituto Lula destinado a debater as cidades brasileiras. Deste modo, Lula pretende ouvir reclamações, antecipar o pleito das ruas. O ex-presidente ainda articula o resgate da boa convivência do Movimento dos Sem Teto. Na terça-feira 7, um dia após o líder do MTST, o filósofo Guilherme Boulos, afirmar em entrevista que “o lulismo não funciona mais”, o ex-presidente recebeu em seu Instituto representantes dos movimentos nacionais de moradia. Os militantes estavam indóceis com o cancelamento da terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida.

Vejam a reportagem completa nesta edição da Isto É que está nas bancas.

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