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A última manobra de Renan Calheiros rendeu um voto a menos para o impeachment

Suplente de Delcídio assumirá apenas após a votação.

Delcídio do Amaral já havia declarado ao Estadão que votaria a favor do recebimento do impeachment no Senado quando Renan Calheiros exigiu que a cassação do ex-petista ocorresse antes da queda de Dilma. A negociação foi feita no dia que o presidente da casa resolveu ignorar a anulação do processo cometida por Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara.

Aparentemente inofensiva, a manobra de Renan subtraiu um voto a favor do processo, uma vez que Pedro Chaves, do PSC, só assumirá a vaga deixada com a cassação de Delcídio depois de encerrada a sessão desta quarta.

A oposição não tem muito com o que se preocupar, já que nesta etapa precisa apenas de um voto a mais que o governo, e soma uma vantagem de 29 deles. Mas o PMDB gostaria de sair do Senado com a maioria qualificada que evitaria um retorno de Dilma em até 6 meses. E Renan Calheiros, o mais petista dos peemedebistas, tornou a missão um tanto mais difícil.

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