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A Venezuela quer presidir o Mercosul à força, mas José Serra não quer deixar

O Brasil não reconhece a Venezuela como presidente do bloco econômico

Em 2012, o Mercosul estava tomado por bolivarianos. Brasil (com Dilma Rousseff), Argentina (com Cristina Kirchner), Uruguai (com José Mujica) e Paraguai (com Fernando Lugo) tinham todos lideranças de esquerda simpáticas ao Foro de São Paulo. Mas a destituição deste último, ainda que não impedisse a adesão da Venezuela seis meses depois, começaria a mudar o quadro.

Hoje, só o Uruguai, com Tabaré Vázquez, e a Venezuela, com Nicolás Maduro, mantêm alguma ou total fidelidade ao bolivarianismo. E, a despeito da vontade da maioria, manobraram para que o líder venezuelano presidisse o Mercosul à força. Para isso, os uruguaios entregaram o cargo ignorando o prazo pedido para que Maduro comprovasse estar conduzindo uma democracia, e o ditador passou a se auto-proclamar presidente do bloco econômico.

Coube a José Serra subir o tom que já não era baixo e deixou claro que o Brasil não reconhece a Venezuela como como presidente do Mercosul: “O governo brasileiro entende que se encontra vaga a Presidência Pro Tempore do Mercosul, uma vez que não houve decisão consensual a respeito de seu exercício no período semestral subsequente”.

É uma queda-de-braço que coloca em risco a segurança jurídica do grupo. Mas a Venezuela está do lado mais fraco. Que vença o Brasil.

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