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Afastamento de Cunha IMPLODE a narrativa governista, fortalecendo ainda mais o impeachment de Dilma

Considerando ainda o pedido de investigação de Aécio Neves, eles agora ficaram mais perdidos que azeitona em boca de banguela.

Eduardo Cunha - Dilma Rousseff - Foto Pedro Ladeira Folhapress

Provavelmente, não foi apenas Eduardo Cunha que ficou chateado com as notícias de hoje. Os governistas também detestaram, e mal conseguem esconder o descontentamento. Afinal, a queda do inimigo simbólico significa que também ruiu a desculpinha que usavam para dizer que haveria um “golpe”.

Acabou a patacoada de “e o Cunha?” e congêneres. Fim.

A narrativa, até hoje pela manhã, era a seguinte: “o impeachment de Dilma não pode ser admitido principalmente porque seu principal articulador e comandante dos trabalhos também não foi afastado”. Simples e, de certa forma, eficaz. Era reproduzida sem maiores pudores mesmo entre analistas ditos “isentos”. Tudo calcado na “certeza” de que Cunha jamais cairia e então sempre poderiam recorrer a isso. A coisa era usada também como um suporte retórico que invalidaria qualquer eventual prisão de Lula ou processo contra Dilma.

Mas agora acabou o papinho. E eles estão visivelmente perdidos diante desse fato. Para piorar as coisas – para eles, claro -, essa saída ocorre na antevéspera da votação do relatório da Comissão Especial do Impeachment, no Senado. É uma verdadeira implosão de todo o edifício narrativo preparado há meses para contestar o resultado.

A cereja do bolo, que não poderia deixar de ser mencionada, foi o pedido de investigação de Aécio Neves feito pelo Procurador-Geral da República.

Por enquanto, eles não têm para onde correr. Todas as desculpinhas foram DEMOLIDAS pelos fatos e, até chegar um novo “salve”, estão todos completamente perdidos.

Claro que logo estarão com algum discurso pronto. Mas nós também estamos preparados.

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