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Alunos da USP “protestam” em lugar errado

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Existe um partido ultra-nanico (proporção nano) no Brasil chamado PCO, ou “Partido da Causa Operária”. Esse partido diz que não tem “fins eleitorais”, mas não deixa de abocanhar o fundo partidário, tomado à força do brasileiro para financiar propaganda política. Mesmo assim, o partido sequer paga as dívidas trabalhistas que tem com seus próprios ex-funcionários (desculpem, mas isso é engraçado).

Há vários partidos de extrema-extrema-esquerda atuando na USP, eternamente criticando os partidos apenas de extrema-esquerda como “direitistas”. O PCO critica a extrema-extrema-esquerda porque só o PCO é verdadeiramente de extrema-extrema-extrema-esquerda.

Quando qualquer pseudo-motivo (segundo a mente doentia de certos, como dizer?, “militantes”) para se invadir prédios, depredar, pichar e quebrar coisas surge na USP, o PCO é o primeiro a ignorar até votações forjadas em assembléias para definir de estro próprio que vai invadir, depredar e tudo o mais à força e ninguém vai lhes impedir. Ou vai, mas será a PM e terá custos políticos para o governo (e altíssimos custos logísticos pagos pelos trabalhadores que financiam a mamata desses moleques).

Em 2011, como fartamente documentamos, membros do PCO e seus comparsas foram algozes de manobras autoritárias para passar por cima de decisões de assembléias já por si manipuladas e invadir e depredar prédios da USP, além de impedir que estudantes tivessem aulas, até mesmo chegando a agredir professores dentro da sala de aula.

O ponto culminante é nacionalmente conhecido: a ala extremista da extrema-esquerda, incluindo pessoas que sequer alunos da USP são, invadiu a reitoria, seqüestrou o prédio por dias a fio enquanto o Ministério Público tentava uma “negociação pacífica” com protótipos de terroristas, e uma caríssima operação da PM teve de ser deflagrada para poder devolver o prédio à Universidade e seus estudantes de verdade.

letras_mpUma investigação do Ministério Público foi deflagrada, então, contra os 72 alunos presos (e, como denunciamos, cujas finanças foram pagas com dinheiro dos Centros Acadêmicos). Estes 72 foram apenas aqueles pegos dormindo no prédio da reitoria, não chegam à metade dos que participaram da invasão, mas foram dormir na cama quentinha do papai e da mamãe de noite (como perambulavam com os rostos cobertos por blusas imitando uniformes de terroristas para não serem reconhecidos pela PM e nem pelo papai que poderia cortar a mesada, o MP não se deu ao trabalho de investigá-los, só os criminosos com provas mais diretas).

Os fundamentalistas do PCO e seus cupinchas já inverteram a ordem dos fatores para se pintarem como vítimas, e não como algozes: dizem ter sido “condenados” (quando são apenas investigados, como se faz em qualquer democracia, um regime que a extrema-esquerda desconhece) e se consideraram “presos políticos” (é salutar não tentar imaginar o que esses ayatollahs fariam com qualquer um que discordasse de suas fatwas se chegassem ao poder).

A papagaiada prossegue até agora, enquanto torram a paciência, mendicam algum respaldo às suas sandices de desavisados e já pregam “greve” na primeira semana de aula de 2013 na USP (para que 88 mil pessoas não tenham aulas enquanto os “alunos superiores” não saem impunes por seus crimes)..

Neste dia 21, a infantaria do PCO, uma tal “Aliança da Juventude Revolucionária” (o site abre quase como se fosse te assaltar), fez um novo protesto contra os processos dos quais são réus óbvios (a outra alternativa é supor que o prédio da reitoria da USP foi invadido, depredado, pichado e escangalhado sozinho, e que esses intelectuais acordaram sem saber como foram parar ali dentro com uma leve dor em algumas regiões do corpo, ou então que eram todos direitistas disfarçados).

usp_noitetamboresA molecada foi ao Palácio da Justiça, na Praça da Sé, protestar contra a investigação do Ministério Público (afinal, mesmo com todas as provas, ainda precisam de anos de investigação) sobre os “estudantes” e “trabalhadores” (não se sabe no que essas pessoas que vivem o dia inteiro a perambular pra cima e pra baixo estudam ou trabalham, ainda mais se ficam até a noite em atividades economicamente inativas como batucar tambores numa praça em nome de um partido, mas é bem fácil imaginar de onde vem o dinheiro que lhes financia).

Falando em não estudar, só precisaram ser avisados de um detalhe substantivo: o Ministério Público fica na Rua Riachuelo, e o Palácio de Justiça é quase um museu semi vazio. Apenas alguns cartórios de segunda instância ficam por ali entre diversas exposições, ao passo que a promotoria nunca tem alguma atividade minimamente relacionada ao edifício.

Enquanto gritavam “Fora PM do mundo” e outros slogans retirados de funks do Comando Vermelho e de musiquinhas de adolescentes punks, não souberam que ninguém responsável por sua investigação (e como são importantes esses meninos, não?) ficou sequer sabendo do que estava acontecendo por ali. Precisamos fazer esse ato de utilidade pública e avisar ao MP de que ele foi, assim, “protestado”, já que ninguém soube disso até agora. Os policiais, claro, observavam tudo com a típica cara de paisagem de quem sabe que está assistindo apenas a um monte de coitados que passaram colando do maternal.

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Sério, turminha revoluça: vocês são muito mongos.

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