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Ao chamar impeachment de “golpe democrático à paraguaia”, Dilma azeda relações com o Paraguai

Foto: screenshot.

O que é mais uma crise para quem sofreu quatro gigantescas derrotas em menos de 24 horas essa semana?

Na verdade, é até estranho que a lábia nada lógica da presidente ainda não tivesse gerado um incidente do tipo além da vergonha brasileira de ter uma líder defendendo diálogo com o Estado Islâmico. Mas dessa vez não foi necessário nem ir à ONU ou às câmeras. Ao chamar o processo de impeachment que deve enfrentar de “golpe democrático à paraguaia”, além de ofender a honestidade intelectual, Dilma Rousseff ofendeu também os vizinhos do Paraguai. Por lá, o embaixador brasileiro, José Felício, já foi chamado para dar explicações. Nas palavras do governo local, a afirmação provocou “surpresa e desagrado“. E ainda rendeu uma lição de moral ao Brasil:

“O governo do Paraguai respeita o princípio de não intervenção em assuntos internos de outros Estados e ratifica que, na República do Paraguai, o Estado de direito e as instituições estão plenamente vigentes, sólidos e são respeitados, ininterruptamente desde 1989.”

Mais cedo, o Antagonista lembrou que, uma vez livres de Fernando Lugo via impeachment, a economia do Paraguai cresceu 14,1% no ano seguinte. Não deve ser tão fácil assim limpar a bagunça que o PT fez nos últimos 13 anos. Mas há poucas dúvidas de que a queda de Dilma animará o PIB brasileiro de alguma forma.

Dilma Rousseff

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