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Após apelo de Dilma Rousseff, governo afirma consternação pela execução de brasileiro

Brasileiro foi preso e condenado por tráfico de drogas na Indonésia, país que adota a pena de morte como punição para esses casos


Dilma-rousseff-size-598O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota de pesar pela execução do brasileiro Rodrigo Gularte, condenado por tráfico de drogas internacional no país asiático. Segue a íntegra da nota, com destaques nossos:

O governo brasileiro recebeu com profunda consternação a notícia da execução, na Indonésia, do cidadão brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte, ocorrida na data de hoje, 28 de abril de 2015, pelo crime de tráfico de drogas.

Em carta enviada ao seu homólogo indonésio, a Presidenta Dilma Rousseff havia reiterado seu apelo para que a pena capital fosse comutada, tendo em vista o quadro psiquiátrico do brasileiro, agravado pelo sofrimento que sua situação lhe provocava nos últimos anos. Lamentavelmente, as autoridades indonésias não foram sensíveis a esse apelo de caráter essencialmente humanitário.

Ao longo dos dez anos em que o Rodrigo Muxfeldt Gularte esteve preso na Indonésia, o governo brasileiro prestou-lhe a devida assistência consular e acompanhou sistematicamente sua situação jurídica, na busca de alternativas legais à pena de morte, observando rigorosamente o que a Constituição e as leis daquele país prescrevem sobre essa matéria.

A execução de um segundo cidadão brasileiro na Indonésia, após o fuzilamento de Marco Archer Cardoso Moreira, em 18 de janeiro deste ano, constitui fato grave no âmbito das relações entre os dois países e fortalece a disposição brasileira de levar adiante,nos organismos internacionais de direitos humanos, os esforços pela abolição da pena capital.

O governo brasileiro transmite sua solidariedade e seu mais profundo pesar à família de Rodrigo Muxfeldt Gularte.

Secretaria de Imprensa/SECOM

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Enquanto isso no Brasil continuamos a aguardar os números anuais de criminalidade e assassinatos serem disponibilizados pelo Ministério da Justiça. O último levantamento apontou para o país um total de 56 mil assassinatos. O site “Reaconaria.org” revelou que, em 2014, o governo brasileiro não investiu nada no Fundo Nacional Antidrogas (FUNAD).

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