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Após renúncia, Cunha ainda atraiu o dobro de aliados em relação a Lula

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ambos ofereceram jantares, ambos tiveram pouca companhia

Todos os políticos que buscaram algum protagonismo no meio de uma das mais longas crises políticas do país estão com a popularidade extremamente abalada. Exceto por Dilma Rousseff, um caso de proporções próprias, chama atenção os de Lula e Eduardo Cunha, pelo papel articulador que ambos tinham em lados opostos. Coincidentemente, na noite seguinte à renúncia do segundo, os dois receberam aliados para jantares visando a acordos políticos. E o peemedebista conseguiu atrair o dobro de apoio, ainda que minguado.

Na casa do senador Roberto Requião, Lula buscaria forças contra o impeachment de Dilma Rousseff, mas apenas seis senadores compareceriam. Do outro lado de Brasília, Cunha tenta ao menos evitar que a esposa e a filha sejam tragadas pelas investigações que o atingem. E contaria com a companhia do dobro de políticos.

Sim, é muito pouco perto do que já tiveram. Junto à opinião pública, Lula talvez ainda esteja em situação melhor. Mas, dentro do jogo político, consegue perder até mesmo por um Cunha moribundo.

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