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Após um ano, Sérgio Moro ainda precisa repetir o óbvio sobre prisões preventivas

“Excepcional não é a prisão cautelar, mas o grau de deterioração da coisa pública revelada pelos processos na Operação Lavajato”

Neste 23 de fevereiro, a Lava Jato chegou à sua 38ª fase, batizada Blackout. Na íntegra da decisão de Sérgio Moro, um trecho faz uma defesa enfática das prisões preventivas, objeto de críticas de tantas autoridades revoltadas com a operação. E lá está escrito:

Excepcional não é a prisão cautelar, mas o grau de deterioração da coisa pública revelada pelos processos na Operação Lavajato, com prejuízos já assumidos de cerca de seis bilhões de reais somente pela Petrobrás e a possibilidade, segundo investigações em curso no Supremo Tribunal Federal, de que os desvios tenham sido utilizados para pagamento de propina a dezenas de parlamentares, comprometendo a própria qualidade de nossa democracia.”

Quem acompanha com cuidado o desenrolar da operação deve ter reconhecido a passagem. Ela já constava da íntegra da decisão da Jacaré, 23ª fase da operação, que veio à tona noutro 23 de fevereiro, o de 2016, há exato um ano.

Um ano se passou, e Sérgio Moro ainda precisa repetir o óbvio. Sinal de que Brasília demora a entender o recado.

Fonte: Íntegra da decisão de Sérgio Moro

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