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Argentino atuando pelo Mais Médicos é investigado por superdosagem de antibiótico

O próprio Ministério da Saúde reconhece que só iniciou as investigações após protestos na web

Quem conseguiu acompanhar o Twitter no início da semana ficou indignado ao ver várias vezes replicada em suas timelines a denúncia de um erro médico cometido por um integrante do Mais Médicos. Tanto havia sentido no que fora espalhado na rede que o Ministério da Saúde finalmente tomou alguma atitude e iniciou uma investigação para apurar melhor o ocorrido. É o que destacou o Globo na noite desta terça:

O Ministério da Saúde abriu nesta terça-feira uma investigação contra o médico argentino Juan Carlos Cazajus por suposto erro médico na prescrição de medicamentos a um paciente em Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul. A prescrição, datada de 8 de outubro, indicava o uso intensivo do antibiótico Azitromicina 500mg, numa dose muito superior à recomendada pela literatura médica. O profissional começou a atuar na cidade há 15 dias no programa Mais Médicos do governo federal.

(grifos nossos)

O próprio Ministério da Saúde reconheceu que só iniciou o procedimento após o barulho ocorrido na mídia, provando que a fiscalização do programa anda um tanto falha:

Em nota, o Ministério da Saúde informou que está em Tramandaí para “acompanhar e avaliar” a atuação do profissional, após a comunicação de prescrição de uma dose “possivelmente inadequada” de um antibiótico. Não houve nenhuma denúncia formal contra o médico e a investigação foi motivada por informações da imprensa.

(grifos nossos)

twitter

A investigação, no entanto, ignora uma segunda denúncia que corre também na web. Diz respeito à prescrição de amoxicilina em uma dose diária para uma criança, denúncia esta trazida por um blog de peritos do INSS.

AMOXACILINA

 

Erros médicos infelizmente ocorrem mesmo nos melhores planos de saúde. Mas nem isso os impede de serem investigados e, na medida do possível, corrigidos, mesmo que por intermédio da justiça. Não é por se tratar de um programa social que tais equívocos devam receber um tratamento diferenciado do corpo jurídico. Contudo, sempre cabe lembrar que o programa não estaria sendo questionado em imbróglios do tipo caso o governo atendesse aos apelos das entidades médicas e aplicasse o Revalida, exame que garantiria apenas a atuação de médicos capacitados no país,  junto aos profissionais estrangeiros.

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