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Aumenta o número de brasileiros que desistem de procurar emprego

Assim como o de desempregados, cresce também o número de pessoas que estão fora do mercado de trabalho

JornalNacional_DesempregoNo final de abril, explicamos no post “A verdade sobre o desemprego” por aqui o problema em se comemorar os supostos baixos índices de desemprego no país. Relembre o trecho abaixo:

Além de ser uma grosseria usar parceiros comerciais como exemplos negativos no assunto, a comparação é desfavorável e injusta a eles por ocultar um número que no Brasil é altíssimo ao ponto de distorcer os resultados reais: o de pessoas que não trabalha, está em idade ativa e mesmo assim não procura emprego. A grande quantidade de programas assistenciais no país aumenta e muito o número dos “desalentados”, como são chamados estatisticamente.

Além dos desalentados, também não são consideradas desempregadas no Brasil aquelas pessoas que fazem malabarismo em semáforos, pegam latinhas nas ruas e vendem balas no transporte público pois, embora tenham empregos precários, não estão procurando emprego. De cada 100 brasileiros que poderiam trabalhar, apenas 52 estão empregados devidamente. O consultor e analista político Ricardo Amorim tem um ótimo artigo publicado em junho de 2014 sobre o assunto.

Ontem de noite, o Jornal Nacional fez uma grande reportagem sobre o tema. Vejam abaixo alguns trechos:

Mas cada vez mais brasileiros não se rendem à pressão. Eles decidiram que não querem trabalhar e pronto. E quando há questionamentos, a resposta é uma só: o motivo, cada um tem o seu e ninguém tem nada com isso.

Já são quase 64 milhões de brasileiros fora do mercado: os que não fazem questão de ter um emprego; os que não trabalham porque se acham muito velhos, muito novos ou têm algum tipo de incapacidade; os que preferem cuidar da casa e dos filhos; os que têm outros motivos para ficar em casa; e os que trocaram o serviço pela sala de aula. É o caso do Vinícius: “Valeu muito a pena fazer essa opção. Eu estou concluindo meu nível superior, e já têm aparecido oportunidades melhores do que eu tinha”, diz o estudante.

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