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Balança comercial acumula pior déficit em 15 anos

O déficit no acumulado do ano é o pior do Brasil para o período desde 1998.

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A cada dia um novo número surge na mídia comprovando que a política econômica do governo vai de mal a pior. Aqui mesmo no Implicante já divulgamos que as contas públicas têm o maior rombo em duas décadas, que o tesouro nacional deve R$ 9 bilhões ao FGTS e que a Petrobras perde uma média de R$ 2 bilhões ao mês maquiando números de interesse do planalto. Agora é a balança comercial que apresenta o pior resultado em 15 anos:

A balança comercial brasileira acumula um déficit de 1,832 bilhão de dólares no ano, entre os meses de janeiro e outubro, ante um superávit de 17,350 bilhões de dólares em igual período de 2012. O déficit no acumulado do ano é o pior do Brasil em dez meses desde 1998, ano em que foi registrado déficit no período de 5,080 bilhões de dólares.

No acumulado do ano, as exportações somam 200,472 bilhões de dólares e as importações, 202,304 bilhões de dólares. Os números foram divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

(grifos nossos)

Mesmo quando fatia-se o período de estudo em parcelas menores, o resultado não é positivo e apresenta o pior valor deste jovem século:

No dado mensal, a balança comercial também registrou déficit, de 224 milhões de dólares, o pior resultado para outubro desde 2000, quando foi verificado saldo negativo de 546 milhões de dólares. Segundo o governo, o saldo negativo foi resultado da diferença entre os 22,822 bilhões de dólares em exportações e as importações, no montante de 23,046 bilhões de dólares.

(grifos nossos)

E não se trata de uma categoria específica que está puxando as demais para baixo. A pane é geral:

Dados do MDIC mostram que as exportações de todas as categorias de produtos registraram queda nos dez primeiros meses do ano quando comparado ao resultado de igual período de 2012. Os produtos semimanufaturados apresentaram a maior retração, de 8%. O resultado se deve, segundo o governo, principalmente às quedas nas vendas de óleo de soja em bruto, semimanufaturados de ferro/aço e ferro fundido. No sentido oposto, cresceram as vendas de catodos de cobre, couros e peles e celulose.

(grifos nossos)

O resultado reflete os esforços das desastradas políticas externas do país. Entre as maiores quedas, Estados Unidos e Europa. Entre as maiores altas, nações bolivarianas e chineses:

A exportação para os Estados Unidos ficou 9,2% menor no período devido a motores e geradores elétricos, petróleo em bruto e máquinas para terraplenagem. Para a África, as vendas caíram 8,3% devido à venda menor de trigo em grão, arroz em grão e veículos de carga. Para o Oriente Médio, a queda foi de 7,5%, puxada pelos óxidos e hidróxidos de alumínio e óleo de soja em bruto. Para a Europa Ocidental, a retração foi de 6,2%.

Para América Latina e Caribe, exceto Mercosul, a queda foi de 6,2% e para a União Europeia, diminuição de 2,5%. Cresceram 4,8% as exportações para o Mercosul. Só para a Argentina, houve crescimento de 10,3%. Para a Ásia, o crescimento foi de 4,5%. Só para a China, o crescimento foi de 11,8%.

(grifos nossos)

Enquanto isso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, segue envolvido nas próprias trapalhadas governamentais.

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