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Comissão da Câmara aprova repatriação de dinheiro sujo escondido em contas no exterior

Foto: Roberto Stuckert Filho

Mesmo que sirva para retornar capital ao mercado nacional, é preciso ficar atento para não funcionar como mero perdão a muito corrupto que andou surrupiando dinheiro do contribuinte.

A Lava Jato vem conseguindo repatriar dinheiro desviado do Brasil aos bilhões, mas há todo um custo político que o governo adoraria evitar. Por isso, a equipe econômica de Dilma anda mirando na “repatriação de dinheiro ilegal” uma forma de cobrir os rombos das danosas pedaladas fiscais da presidente. No papel, os responsáveis pela evasão de divisas arcariam com taxas e multas que somariam 30%. Mas já aqui rola uma malandragem: o dólar utilizado seria a cotação de 31 de dezembro de 2014, reduzindo a 20% a despesa com essa espécie de lavagem de dinheiro estatal.

Foto: Roberto Stuckert Filho

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Fernando Rodrigues conta que, aprovado em comissão especial na Câmara, o projeto irá a plenário. Espera-se alguma dificuldade maior diante das câmeras, mas a verdade é que a aprovação deve interessar a muito parlamentar que, a exemplo do presidente da casa, andou escondendo dinheiro no exterior e adoraria trazer de volta ao país evitando, assim, um eventual estrago na reputação – e até algum tempo de cadeia.

Mas os brasileiros devem se manter ainda mais atentos à suspeita levantada por Gilmar Mendes quando da votação sobre o financiamento privado de campanha. Segundo a teoria do ministro do STF, a OAB juntamente com o PT armou um complô pela proibição de financiamento por empresas uma vez que o partido já havia escondido muita grana em paraísos fiscais. Ou seja: se aprovada, a repatriação pode cair como uma luva nas próximas campanhas petistas.

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